Somos cidadãos do Céu: o compromisso que transforma a vida
Vivendo com o crachá de cidadão do céu
Como eu não quero me afastar das mãos de Deus, quero ser d’Ele. E quero falar um pouquinho para vocês sobre esta palavra: ser cidadão do céu. Eu passo a minha vida toda — não sei quando estarei indo —, mas faço força para viver aqui na Terra como um cidadão do céu. Já com a certeza do meu crachá escrito: “Cidadão do Céu”. Isso para mim é muito importante. É importante dizer a vocês o que eu sinto.
Na Carta aos Filipenses 3,20-21, diz-se assim: “Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu. De lá, aguardamos como Salvador o Senhor Jesus Cristo”. Certo? De lá, O aguardamos como Salvador. De lá, do céu. E nós aqui, como os que gargalham — ou melhor, almejam — ser cidadãos do céu, só temos um caminho a seguir: seguir Jesus Cristo. Não há um segundo caminho.
A escolha entre dois caminhos: o céu ou o mundo
Por que eu falo isso para você? Porque existem dois caminhos na vida: o céu ou o inferno. Escolha nesse sentido. A liberdade de vida que Deus nos dá é muito difícil de administrar. Não estou reclamando de nada, mas se o cabresto fosse um pouquinho mais justo, se não existisse tanta liberdade… mas é a didática d’Ele.
Eu não O estou recriminando; estou dizendo que a didática que Deus nos dá é difícil para nós seguirmos o que Jesus quer. Eu tenho que manter a minha vida aqui na Terra no eixo; tenho que cumprir as ordens de Jesus. Porque, se eu cumprir as ordens do mundo, estarei fugindo para o outro lado, para um caminho que não me convém, e eu não quero segui-lo. Quero seguir este caminho que vai para o céu. Não posso nem entortar. Tem que ser assim: um vai para o céu, o outro vai para o inferno. Então, eu quero ir para o céu, quero ser cidadão do céu.
Sabendo que eu já tenho um lugar no céu, só vou para o inferno se eu quiser. Esta é a vida que nós temos que escolher. Ou vou passar a vida aqui nesta Terra esbanjando manjares, champanhe, poder, dinheiro e tudo o que se possa imaginar, ou vou escolher o céu, onde há uma pessoa que manda: Jesus Cristo. Até na sua vontade, se você deixar, Ele vai ajudá-lo, Ele vai comandar a sua vontade, entende? Ele sabe o que é bom e o que é ruim para você. Qualquer passo que você vá dar, Ele sabe se há um buraco ou não.
O perigo das distrações e da vaidade moderna
Às vezes, você leva um tombo na rua. Por quê? Porque não olhou para o chão ou estava atendendo o celular, não é? O que é uma coisa “bonita”… Hoje, você pega o celular, sai caminhando e vai trombando com todo mundo, entendeu? Deus está nisso? Lógico que não! Ele quer que você esteja atento ali, no lugar.
Deus nos fala assim:
“E Ele, Jesus Cristo, transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso, graças ao poder que O torna capaz também de sujeitar a Si todas as coisas”. Olha que coisa importante: Jesus foi crucificado, foi humilhado, apanhou, certo? Fizeram d’Ele uma miséria. Mas Ele não abriu a porta do Seu coração ao mal, porque sabia que o lugar d’Ele não era esta Terra; o lugar d’Ele era o céu. Passamos aqui a falar das tentações, passamos a falar das humilhações. Quero dizer para vocês que isso também acontece conosco, em pequena escala, mas acontece.
A fraqueza humana é muito forte em nós. Nem tudo nos convém. O grande segredo: eu tenho que ser do céu, cidadão do céu. Na Terra eu vou viver, vou passar o tempo que Deus quer que eu viva. Se amanhã cedo eu amanhecer morto, ou se hoje eu morrer… porque não há hora, não há dia, não há nada que nos indique a nossa morte. Nem mesmo os minutos ou os segundos. Quando a luz se apaga, foi Deus quem a apagou.
A escolha decisivo: o único caminho para o céu e a certeza do nosso lugar
Agora, se você faz alguma coisa que não está sob o comando de Jesus, a consequência é sua. Quantas coisas difíceis as pessoas famosas estão passando na vida! Por quê? Porque não tinham uma direção; o mundo não tem um caminho, tem milhares de caminhos a seguir. Já para o céu, só há um caminho. Para o mundo há milhares, ele oferece tudo a você.
Mas eu quero dizer uma coisa: quando é que nós vamos tomar jeito, criar juízo e pensar em acalmar a nossa vida, alimentando a nossa alma de acordo com Jesus, de acordo com a vontade de Deus? Porque a palavra para nós é tão nítida: “Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu”.
Aqui diz no versículo 19: “O fim deles é a perdição. O deus deles é o ventre. A glória deles está no que é vergonhoso. Só pensam nas coisas terrenas”. Está no versículo 19, um pouquinho acima de onde queríamos pegar este gancho do “cidadão do céu”.
Então, se você não quer ser cidadão do céu, se você quer entrar pelas estradas da vida… seja feliz naquilo que você construir. Mas seja um cidadão do céu! Deus abençoe você e o guarde. E pense sempre: “Eu tenho um santo pensando em mim, intercedendo por mim. Eu tenho um anjo intercedendo por mim”. E assim nós chegaremos a esse lugar onde eu já tenho, na minha carteira, marcado o meu lugar.
Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova
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