Jeremias 17, 11

O respeito pelo alheio e a verdadeira riqueza segundo a Palavra de Deus

O que é meu e o que é do outro: o perigo da ganância

Hoje, eu quero trazer para vocês a Palavra de Deus, que é um versículo só de Jeremias, capítulo 17,11, pequenininho, mas fala muito conosco. É importante que isso aconteça comigo e com você no dia de hoje, porque graças a Deus, nossos meios são de evangelização, e a Palavra de Deus diz assim: “Perdiz que choca ovos que não pôs. E quem ajunta riqueza sem respeitar o direito, a riqueza o abandona no meio da vida. Na última hora, será considerado insensato”. Aqui nós vamos ver que Deus vai falar conosco muito sério a respeito de pegarmos aquilo que não é nosso. E não é doença, não! Tem pessoas que são doentes, elas têm esse problema de levar as coisas dos outros, ter as coisas dos outros, inveja os outros, e tudo isso é o problema

A lição da perdiz: Quando a riqueza nos abandona

Mas a perdiz é uma ave, certo? E quando ela entra no choco, ela não bota o ovo dela, mas o ovo que não é dela. Qquando ela entra na fase para chocar, para esquentar os seus ovos e ter os novos perdizes, ela vai e escolhe o ninho da outra, não quer nem saber, entende? Então, o que acontece ali? Nascem os filhos do ovo que ela não pôs. E assim é um ciclo. Mas Deus vem falar: “Perdiz que choca os ovos que não pôs; e quem ajunta riquezas sem respeitar o direito, no meio da vida, a riqueza o abandona e, na última hora, será considerado insensato”.

O respeito ao que é do outro: Deus dá o frio conforme o cobertor

Então, nós temos que ter isso muito na nossa cabeça, no nosso coração. O que é meu e que é o dos outros. O que é meu é meu. O que é dos outros é dos outros. Eu tenho que respeitar aquilo que é dos outros. O que é do outro não é meu. O que é do outro é aquilo que Deus permitiu que ele tivesse.
Se você pensar, não vai mexer com a pessoa assim, não é, porque ela vai ficar triste de ter perdido aquilo, mas você vai mexer numa coisa que Deus permitiu que ela tivesse. Você terá outra coisa. Não sei se você me entende, que Deus é para cada um de um jeito. Ele dá o frio conforme o seu cobertor; Ele não dá o frio por igual a todos. Então, eu penso que nós temos que meditar muito isso hoje: o que é meu e o que é do outro, e o que é do outro, eu não posso ter. Eu posso até trabalhar, fazer para ter igual o que ele tem. Tudo bem! Mas eu não posso subtrair aquilo que ele tem, não posso me aproveitar daquilo que ele tem. Quando eu falo ele ou ela, é o mundo.

Além dos bens materiais: a traição como falsa riqueza

Deus está nos trazendo essa palavra no meio da vida, pois, no meio da vida, tudo o que você adquiriu, que não é seu, ele vai fazer você abandonar. Tudo! Não pense que você vai ter lucro com alguma coisa. Não é lucro financeiro, não! Lucro da vaidade ou de alguma coisa que você possa se enriquecer com aquilo, sentir satisfeito com aquilo, porque não é seu, é do outro e você conseguiu. Existe muito isso, não é? “Ah, eu peguei coisa de pessoa, estou muito feliz por isso”. Não, não, não. É da outra pessoa. E Deus é muito taxativo conosco no dia de hoje.
No meio da vida, a riqueza o abandona. Tudo que não é nosso, a coisa vaza pelos vãos dos dedos. Não adianta. E não adianta falar que eu vou morrer amanhã e eu vou deixar a coisa acontecido. Não, não é assim. Deus tem o propósito de deixar vazar aquilo que você adquiriu sem seus esforços, vazar pelo vão dos seus dedos e você ter esse abandono daquilo que você mais privava, aquilo que mais o alegrava. Deus deixa vazar. E o que que acontece? Na última hora, será considerado insensato. Qual é a sua última hora? Você sabe? Eu não sei
A falsa riqueza do que não nos pertence: do objeto à traição
Então, cuidado com as coisas dos outros. O que é dos outros é dos outros, não é meu. Se eu quero, eu vou ter que trabalhar e construir aquilo que está no meu dia a dia. “Eu preciso dessa lapiseira de fulana, eu preciso dela”. Eu tiro ela daqui, ponho no meu bolso e levo. Não vai me utilizar de nada. Por quê? Porque nós não podemos viver com as coisas alheias. E qual é a riqueza que você ofendeu a Deus, que você adquiriu e que não é da sua vontade? Não é riqueza financeira, não é riqueza de bens? A traição do seu casamento é uma riqueza para você. E toda pessoa que vive traindo, ela é insaciável. Ela não se dá bem só com a pessoa. O negócio dela é traição. É um pecado. É um pecado. É uma riqueza para ele, é uma riqueza para ele. “Eu sou isso. Eu faço aquilo. Eu tenho o meu. Eu tenho até certo?” Não, você não tem nada. O que Deus abençoa é o teu. Se você é obcecado por causa de mulher ou por causa de homem, você tem aquilo que Deus lhe deu, conserva-o.
 Vivendo com o que Deus nos dá
Porque se você sair e trair, você vai ofender o coração de Deus; e depois, você não vai ter sucesso algum. Um dia, você vai ter que deixar tudo e Deus vai falar para você: “Fica com o que você tem no dia de hoje” e você vai cair em si e descobrir que não tem nada.
A sua vida é vã, e dela você não leva nada! E o perigoso de tudo isso é que ele cega a gente. Cega. E volto a repetir, existe doença, muita doença, mas existe pecado em cima da doença. Então, meus amigos, meus irmãos, eu quero dizer para vocês: levem o respeito aos com os seus. Aquilo que Deus lhe dá é aquilo que você consegue carregar. Não queira coisas a mais do que você tem. Não é nem melhor que você tem. A mais do que você tem. Porque você não vai conseguir carregar. E, um dia, que você deixar, você vai ser desrespeitado por tudo e por todos, porque simplesmente você não é nada. Você vai ficar sem eira nem beira para poder pedir e encher esse interior, que nada vai te levar ao bem.
Então eu quero dizer para vocês que pecado é uma coisa muito forte e que não agrada a Deus, nem a você e nem aos demais. Um dia você servirá de chacota para o mundo inteiro, porque você foi assim. Viva com o que Deus lhe dá. Agradeça a Ele com o dia de hoje, e não com os dias de outrora. Cada dia a Deus pertence. Seja feliz no dia de hoje com o que você tem.
Deus abençoe seu dia! E pense bem: eu sou de Jesus, e Jesus é meu; e assim eu vou levando a vida que Ele quer, e não que eu queira.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova