Romanos 5,3-5

Pela fé vem a nossa paz: lições de São Paulo sobre a tribulação

Pela fé vem a nossa paz: transformando tribulação em esperança

A  Palavra que Deus semeia em nosso coração são palavras variadas da Bíblia, as quais eu gosto de estudar um pouquinho. E, às vezes, Ele suscita para eu trazê-la até para termos essa partilha, essa comunhão com a Palavra. Lógico que eu não sou sabedor profundo, mas aquilo que está no meu coração, eu gosto de passar para vocês. Eu, de boa fé e pelo amor que eu tenho por vocês, gosto de partilhar aquilo que está no meu coração.
A palavra de Deus, hoje, está na carta de São Paulo aos Romanos 5,3-5. Ele diz assim: “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações, pois sabemos que a tribulação produz a paciência. A paciência prova a fidelidade, e a fidelidade comprovada produz a esperança”. Olha que coisa bonita! Uma coisa traz outra coisa muito sadia.

A corrente da virtude: transformando tribulação em esperança no coração de Roma

A esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Coisa linda! São Paulo, ao falar aos Romanos, não podia tratá-los de qualquer jeito, pois, queira ou não, eles eram os romanos. Ali, era o templo da sabedoria, o templo do dinheiro, o templo de tudo que você imaginar. Tudo estava em Roma. E São Paulo estava pregando para os romanos.

O poder da fé pequenina

A Palavra que Deus nos dá hoje é: pela fé, vem a nossa paz. Você só tem paz se você tiver fé. Fé nos outros, fé em alguém. Mas o que é fé? Fé é acreditar. Não sei em que dimensão você acredita, mas a sua fé pode ser do tamanho de um grão de mostarda, não tem problema nenhum, porque o grão de mostarda é a menor semente do mundo. Não pense que a sua fé é gigantesca. Não, não é! Ela é pequenininha.
Nós duvidamos de tudo. Você notou  que, em tudo, nos colocamos uma interrogação? Tudo que acontece conosco sobressai nos trancos e barrancos da vida, porque a nossa fé é muito pequenininha. Mas a Palavra de Deus conforta o nosso coração. Nós nos gloriamos até das tribulações. Até nos desgostos da vida nós damos glória a Deus, porque o bonito de Jesus é o seguinte: ele dá o frio conforme a coberta. Ele não lhe dá uma cruz que você não possa carregar.

O limite e a disciplina no dia a dia

Hoje, você está com problema na família, um problema financeiro, isso e aquilo… Primeiro, pare e pense: por que você chegou a esse ponto? Muitas vezes, está sem dinheiro porque gastou demais. Se você não tiver cabeça pensante, você tem um limite na sua vida em tudo; você só não tem limite para respirar e para amar. Para o restante, você tem limite: para correr, nadar, comer ou beber água.
Hoje em dia, temos a “juventude da garrafinha”: todo jovem tem uma garrafinha na mão e bebe água o dia inteirinho. Será que o organismo está precisando dessa água toda? É uma interrogação. Vai à Missa, leva a garrafinha; está tendo uma pregação, está bebendo água. Acaba de comungar, bebe água. Não estou criticando ninguém, estou só falando da geração de hoje. Assim como no meu tempo de jovem, quando eu usava óculos escuro para sobressair.
A tribulação como escola da paciência
Deus quer tirar você das tribulações, e dessa tribulação ele vai tirar algo maior. Se você está numa situação financeira difícil, pare um pouquinho e escreva o que gastou e qual sua receita. Aquele resultado é o seu problema. Você tem que correr de acordo com as suas pernas.
Da tribulação, Ele quer nos ensinar: a tribulação produz paciência. Como está a medida da sua paciência? Geralmente, nossa paciência é medida na tribulação. No lazer, você esquece de medir. Sentado numa mesa, comendo uma carninha, tomando um guaranazinho, ali você não mede paciência. É no desgaste do dia a dia que ela é medida.
A fidelidade e o exame de consciência
Que lindo quando você diz: “Hoje, eu tive essa tribulação, mas tive um coração que Deus me deu e venci na paz”. E essa paz Deus quer colocar no seu interior agora. Sua tribulação não é maior do que nada para Jesus. Mas não transforme sua tribulação em terremoto, pois você vai vencer na paz e na alegria, não no choro nem na briga.
Depois, a paciência prova a fidelidade. Deus mora na paciência; Ele não mora na turbulência. Ele quer você tranquilo, vencendo os problemas do dia a dia. Agora, vamos destrinchar a fidelidade: como você é com o seu irmão? Com sua esposa? No seu serviço? Com os vizinhos e filhos? É um exame de consciência através da sua fidelidade. Se eu trato minha mulher de qualquer jeito, nos trancos e barrancos, um dia algo sério acontece, porque estou perdendo a paciência, a fidelidade e o amor.
Cultivando a esperança através da fidelidade e da paciência

Muitos pais, hoje, procuram por mim falando: “Eto, hoje, os filhos não cuidam mais dos pais. Não querem nem saber”. Passam meses sem querer notícias. Ignoram completamente a vida dos pais. Isso é falta de fidelidade.
A fidelidade comprovada produz a esperança. A esperança na minha vida é a última que morre, mas se eu não for fiel e não fizer brotar do interior o que é fiel, num instantinho a gente perde tudo. Se você tem esperança, pode saber que você não vai ser traído. Deus está com você, porque o amor de Deus foi derramado em seu coração pelo Espírito Santo.

Vamos ruminar o dia inteiro essa esperança, essa fidelidade e paciência que São Paulo fala aos Romanos. E hoje ele está falando para mim e para você. Rumina bastante. Que Deus abençoe você e não esqueça nunca: Deus é por ti, quem será contra ti? Ninguém, não é?

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova