Tiago 2,18

Fé viva: como construir sua vida sobre o alicerce de Deus

Fé dinâmica, fé viva

Irmãos em Cristo Jesus, nós, da Família Canção Nova, estamos falando um pouquinho sobre a Palavra de Deus, aquilo que Ele fala ao nosso coração, e vamos partilhando uns com os outros. Essa é a Família Canção Nova: eu dou o melhor de mim, e você dá o melhor de si; esse é o conjunto da família. Por isso é que eu sempre falo “Família Canção”, porque somos um por todos para Jesus Cristo.

Quero conversar um pouquinho hoje sobre a fé — fé dinâmica, fé viva. Nós temos que ter uma fé muito dinâmica, porque aquela fé parada, aquela fé que não o leva a nada, é incerta. Eu creio, certo? Mas eu creio em quê? Como? Porque a Palavra de Deus é muito forte sobre a fé, sobre o crer.

A fé sem obras é estéril

A Palavra nos diz em Tiago 2,18: “Mas alguém dirá: ‘Tu tens fé? Eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras'”. Você crê que há um só Deus? Faz bem! Mas olha como Deus nos ensina “tintim por tintim”: até os demônios creem e tremem.

Se você não tem fé, se você não crê, você é um vagante no mundo. Imagine você aceitar todas as obras que concluiu, mas sem ter tido fé. Queres ver, homem vão, como a fé sem obras é estéril? É estéril porque você fez por fazer.

Deus como o engenheiro da nossa casa

Para você construir a sua casa, primeiro você vai escolher um bom terreno. Segundo, você vai fazer a planta, mas precisa saber que o alicerce da sua casa tem que ser muito bem feito, porque, senão, a sua casa racha, a sua casa cai. Se você inicia a sua vida sem fé, você não tem obras e não acredita no que fez. Às vezes, você diz: “Ah, eu tenho obras, mas não tenho fé, porque fui eu que fiz”. Não, você está errado! Sabe por que erra? Porque a consequência é uma só: você faz uma obra, duas, três… e já esqueceu da primeira ou acumulou as obras para si mesmo.

O alicerce da casa pode representar 50% do que você investe; tem que ser um bom alicerce para não haver consequências depois. Assim é a nossa vida: se desde o começo eu não investir em Jesus Cristo, se eu não tiver fé, uma fé viva, e não acreditar que tudo o que faço é Deus me apoiando e abrindo caminhos, como realizarei o que penso?

Eu penso em construir uma boa casa, mas tenho que perguntar primeiro para o meu alicerce, que é Deus. Ele vai lhe ensinar como fazer e vai perguntar: “Você tem o dinheiro para terminar a sua casa?”. A Palavra de Deus diz isso: se você não faz as contas de quanto custa, não comece, porque você vai parar no meio do caminho. Se ficar pela metade, os outros vão passar e debochar, dizendo que você não teve capacidade de terminar o que queria. Deus trabalha conosco de forma justa; a porta é estreita justamente por isso: Ele não alarga a porta, Ele ajusta a porta.

O exemplo de Abraão: oferecer o melhor

Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras ao oferecer seu filho Isaque sobre o altar? Veja como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas. O que Abraão tinha para oferecer? O filho! Ele chegou ao extremo de levar o filho para o sacrifício.

Às vezes, quando Deus pede o que é mais sagrado para nós — e muitas vezes não é levar um filho ao fogo, mas a purificação da alma e o oferecimento do que temos de melhor — nós somos muito mesquinhos. O nosso oferecimento a Deus é muito pouco. Não falo apenas do aspecto financeiro; o financeiro é ajudar por ajudar na missão. Deus quer que você ofereça o que tem de mais sagrado.

A inspiração e a transpiração na missão

Quando o Padre Jonas estava vivo, ele era o sonhador e eu era o realizador; ele dizia que era o profeta, e eu o governador. Ele sonhava e eu realizava. Nossa fé e nossa obra tinham que ser também materiais. Como ele falava: somos 100%, sendo 20% inspiração e 80% transpiração. E isso não era só meu, era de todos nós, de você que ajudava com doação, colaboração e oração para que essa obra chegasse onde chegou.

Você estava dando o melhor de si; eu, o melhor de mim; e o padre Jonas, o melhor dele. Foi assim que se formou o “tripé” da nossa comunidade. Você tem que dar o melhor de si, senão vai passar o resto da vida resmungando que Deus o abandonou. Tente fazer isso: dê o seu melhor para Deus, aquele sacrifício que você sente na vida.

O sacrifício no cotidiano

É como um jejum: como é difícil passar o dia sem nada na boca! Havia momentos na minha vida em que eu não via saída e tinha que me oferecer a Deus. O trabalho era cotidiano: acordava às 4 da manhã e ia dormir às 10 da noite, de domingo a domingo. Mas eu pensava: qual seria o sacrifício que eu faria hoje? Às vezes, o sacrifício era simplesmente conseguir ajoelhar-me na capela e ficar lá a manhã inteira; era difícil, mas era o meu compromisso.

Meu filho, quero dizer para você: quando cremos em Cristo, somos criados para as boas obras. Qual é a obra que Deus lhe deu e que exige sacrifício para você ser pontual com Ele? Não pense só na área material. Pense na área humana, nos nossos filhos, nesse mundo difícil. Não diga que não tem nada a ver com a vida lá de fora; aquele ser humano é seu irmão. Nós vivemos em Cristo, e Cristo é vida eterna. Temos que ser uns pelos outros.

Deus abençoe seu dia e nunca se esqueça: Deus é mais e sempre estará ao seu lado.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova